Na verdade, ter um médico em quem se confia e de quem gostamos muda imenso. Arriscaria dizer que muda tudo.
Há dois meses estava enervadíssima, stressada, triste, confusa, ansiosa... Tudo degenerou em ataques de ansiedade e pânico nas férias de Natal que passámos em Paris (viagem essa que eu esperei ansiosamente (no bom sentido da palavra) que acontecesse desde que a marquei em Junho), e até passei o dia 25 de Dezembro num posto médico. Estraguei as férias à mãe e manas, e ainda a mim própria. Não percebi o que aconteceu para chegar à situação em que me encontrei, mas quando voltei a Lisboa pensei que o pior tinha passado.
Não passou, fui obrigada a ir às urgências, atendida por uma médica "assim assim" mas que me conseguiu acalmar, fez-me um novo programa de remédios, aumentou dosagens. Fiquei de baixa, até me adaptar à nova medicação. Marquei uma psiquiatra da CUF, e estou fã!
No dia em que voltei ao trabalho fui surpreendida com uma porta na cara e um "já não colabora aqui", situação esta que também serviu, e continua a servir, para moer e moer.
Finalmente, quando ontem ia com muito pouca vontade de ouvir médicos ou contar mais histórias, ela deu-me notícias que resultaram num boost de tal maneira que só me apetece rir, sair, festejar, mudar de vida, tudo assim de repente. Disse-me que notava tantas diferenças, que me via tão melhor e sabia que eu estava tão bem, que me reduziu doses de Lexotan para quase metade, tirou-me um dos antidepressivos, e só me quer ver daqui a dois meses.
Fiquei muito contente com a fabulosa notícia de que muito do que me disseram sobre os efeitos da descontinuação do Lexotan estava errado, que muito do que os médicos dizem não deveria ser tão seguido à letra, e muito menos se devem dizer certas coisas alarmantes quando as pessoas são "sugestionáveis", como eu. Quando me dizem que certo remédio pode desencadear aquele efeito, eu tenho a mania de que certamente vou sentir o efeito. E não é que sinto mesmo?
Portanto, tudo leva a crer que irei entrar na casa dos trinta com o pé direito, e será uma década diferente. Ahhhh, o suspiro de alívio.

2 comments:
Boa Joana! Vou dizer uma platitude: todas as décadas são boas, mas talvez a minha época mais feliz tenha sido dos 30 aos 40.
Não entre com o pé direito, entre a saltar de pés juntos nesta nova fase!
Beijinhos!
Lindo Joana! Forca nisso! E qualquer cousa comunica... N vou medica mas sou boa a distraur pessoas! :) bj gd
Mariana
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